A primeira escola do Rio de Janeiro a implementar colmeias no espaço escolar

Como cantava o nosso grande poetinha, Vinícius de Moraes, num zune-que-zune lá vão pro jardim, brincar com a cravina, valsar com o jasmim. Da rosa pro cravo, do cravo pra rosa. Da rosa pro favo e de volta pra rosa. Venham ver como dão mel as abelhas do céu. Ou seriam as abelhas da Favinho & Mel? A nossa história com elas começou há anos atrás, quando a Rosa, o Cravo, o Favo e o Jasmim se encontravam com as Abelhas para um papo sem fim. Só que o tempo foi passando e as pequeninas se dissipando… Preocupados com este sumiço fomos em busca de respostas! Pesquisamos, pesquisamos, até que nos deparamos com a seguinte informação: atualmente vem ocorrendo um processo acelerado de desaparecimento das espécies de abelhas nativas, por influências das ações humanas, como, o desmatamento; urbanização desenfreada; uso abusivo e descontrolado de agrotóxicos; queimadas, e ainda, um dos grandes males que nos assola: a desinformação! Pois a quantidade de notícia e orientação sobre as espécies ainda é escassa.

Encontro da Abelha Jataí com o Cosmos

As adoráveis fazedoras de mel correm risco de extinção.
Ficamos muito assustados! Responsáveis pela polinização de até 90% das plantas, quem traria o colorido das flores, o sabor dos frutos, a beleza da natureza e nos ajudaria na produção de nossos alimentos? Precisávamos fazer alguma coisa! E fizemos. Com a ajuda da comunidade escolar, nos organizamos para trazer colmeias de abelhas nativas para dentro da escola.
Mas antes fomos atrás de conhecer as espécies nativas. Tomamos conhecimento que no Brasil estima-se a existência de mais de 3 mil tipos de abelhas diferentes que trabalham todos os dias para fazer do nosso planeta um lugar mais doce. As abelhas nativas ou abelhas sem ferrão são nomes dados a muitas espécies que por aqui habitam. Conhecidas como Mandaçaia, Iraí, Uruçu, Jatai…
Nos encantamos com todas! Trouxemos, então, uma colmeia de Abelha Mandaçaia. E não demorou nem uma semana para elas se familiarizarem com todos os seres do nosso quintal. Já eram íntimas da Maria sem vergonha, do Cosmos, da Aceroleira, da Pitangueira. 

Colmeia de Abelha Mandaçaia

Agora, quem teriam que conhecê-las, eram as crianças. Pois, o maior inimigo das abelhas é o desconhecimento e para preservar é preciso conhecer.
Nas atividades de Semearte, dedicamos o tempo para trabalhar com as crianças questões ambientais e da natureza. Afinal, crianças bem informadas serão adultos mais preocupados com o meio ambiente. Em contato com a natureza e as diferentes formas de vida, além de se apropriar deste universo, a criança desperta o respeito, o cuidado e se constrói como parte deste ambiente. Aos poucos elas foram aprendendo como é a organização de vida social das abelhas, como elas contribuem para o equilíbrio da biodiversidade, de onde vem o mel e tantas outras curiosidades. Um verdadeiro encantamento.

Crianças provando o Mel da abelha Jataí

E não paramos por aí! Sendo a primeira Escola do Rio de Janeiro a implementar uma colmeia dentro do espaço escolar e a trabalhar com a conservação de espécies nativas, resolvemos ampliar esta ação: hoje contamos com dois favos – um de Abelha Mandaçaia e o outro de Abelha Jataí – e um projeto dedicado a pensar formas de conscientizar sobre as abelhas nativas e o meio ambiente.

Colmeia de Abelha Jataí

E é inspirado pela beleza desses seres, pelo verde das florestas e pelo aroma das flores que convidamos à todos para multiplicar ações como essa. Afinal, você também pode ser um agente de transformação capaz de construir um mundo melhor.

Vamos juntos?!

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